UM BREVE E INCOMPLETO HISTÓRICO DA RÁDIO MUDA

A história da Rádio Muda parece nebulosa para os novos mudeiros. São muitas as versões e as lendas sobre a rádio. O nome Muda, por exemplo, não se sabe ao certo de onde veio ou de como foi formulado. Cabe a você criar a sua interpretação, pelo que já conhece da rádio.
O que se sabe da história é que a rádio nasceu da experiência de alguns estudantes da Física e Engenharia Elétrica da Unicamp, que construíram um transmissor FM e o colocaram no ar no DCE da universidade. Com o tempo, pessoas de outros institutos começaram a participar da Rádio e propuseram a criação de um coletivo para geri-la. Por volta de 1994, a rádio se transferiu para um depósito que o DCE havia conseguido junto à prefeitura do campus. Um depósito que ficava debaixo de toda a água que é distribuída e consumida pelos prédios e torneiras que rodeiam o Ciclo Básico (praça central da Unicamp). O novo estúdio da Muda passou a ser na torre apelidada de "Pau do Zefa" (em alusão ao primeiro reitor da Unicamp, Zeferino Vaz): uma torre que antes funcionava apenas como caixa d'água, mas hoje funciona como sede de uma das maiores referências em comunicação livre do País.
Comenta-se que, um ano depois da mudança para o "Pau do Zefa", a Muda teve o transmissor roubado. Foi nestes idos que a Rádio deixou de vez de ser vinculada ao DCE e passou a ser completamente gerida pelo Coletivo (que agora já merece letra maiúscula por ter características que transcendem vontades ou picuinhas pessoais...).
Até 1999, a rádio passou por um período em que teve seu alcance restringido ao campus da Unicamp e às residências que o rodeiam. O transmissor era fraquinho comparado ao atual, tinha de 3 a 5 W. No meio de 1999, o coletivo se fortaleceu , e contando com a atitude de "novos" e "velhos" mudeiros, adquiriu o transmissor atual, passando a atingir todo o distrito de Barão Geraldo (onde fica a Unicamp) e outros bairros como o Jardim Santa Genebra, Vila Costa e Silva, Jardim São Marcos, Santa Mônica, e as margens das estradas que cortam a zona norte de Campinas.
A partir daí, a Muda só cresceu, na participação da comunidade, na forma de integração e atuação do coletivo, nios eventos que realizava e na sua diversidade. Há de se destacar a inserção da experiência mudeira no movimento nacional e internacional pela comunicação livre, acirrado pela participação de mudeiros em eventos como os Fóruns Sociais Mundiais, Pan-Amazônico, Mídia Tática Brasil e outros acontecimentos. A utilização livre da Internet também abriu possibilidades e realidades para a Muda... É especificamente isso que você pode ver no nosso site...

Já passamos por anos onde contamos com 122 programas semanais e mais de 250 programadores atuando. O número de programas e programadores varia a cada semestre, sempre mantendo a rádio....no ar!

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