Nova Jornada Flor da Palavra começa em Assembléia indígena de Tefé

Este ano a Flor de Tefé aconteceu durante a Assembléia da Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA), realizada nos dias 14 e 15 de novembro de 2007. Estiveram presentes na Assembléia 178 pessoas, entre as quais 15 tuxauas das etnias ticuna, kambeba, miranha, kokama e mayuruna. Estavam ainda as organizações indígenas OPIMSA, UNI-Tefé, OPIMIMSA e AEPIMSA; a FUNAI, FUNASA, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), SEDUC, SEMED, CIMI, CMI-Tefé e rádio Xibé.

O objetivo da ACPIMSA é fortalecer a cultura e a organização dos povos indígenas do Médio Solimões. Esta assembléia marca um momento de fortalecimento do movimento indígena, após um período de grandes reveses e casos de corrupção envolvendo as políticas públicas indigenistas. A presença de representantes de órgãos públicos na assembléia fez com que ela servisse também como mecanismo de participação direta informal: as autoridades puderam ser questionadas e cobradas nos vários assuntos que concernem aos povos indígenas. A assembléia ocorreu bem ao lado do local onde está sendo construído o novo porto de Tefé, que ameaça trazer os conflitos da urbanização para a área indígena.

Luta indígena e rádio livre no Médio Solimões

Ainda na primeira gestão do presidente Lula, o Ministério dos Transportes, na gestão de Alfredo Nascimento, aprovou a liberação de verbas para a construção de um novo porto para a cidade de Tefé, de 72 mil habitantes, que fica no lago Tefé, próximo ao rio Solimões onde se pretende colocar a obra. Porém, o porto está para ser construído nos limites da área indígena da Barreira da Missão, a apenas 200 metros da primeira de suas 4 aldeias. A população não tinha sido consultada. Temendo-se o impacto e ameaças como alcoolismo, drogas, prostituição, invasão das terras e degradação do meio ambiente, a Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA), a União das Nações Indígenas de Tefé (UNI-Tefé), FUNAI, UEA, IBAMA, IDAM e Marinha procuraram debater com a população e buscar esclarecimentos.

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